terça-feira, 13 de outubro de 2009

Apoeninha chega ao mercado


Li no site Finíssimo, de Brasília, e retransmito aqui a novidade: amanhã, quarta-feira, Kátia Ferreira, responsável pela Apoena, lança a coleção infanto-juvenil da Apoeninha, que chega com as mesmas caracerísticas da marca-mãe: belos bordados artesanais. Serão 27 looks em rosa, amarelo, verde e verde-limão, mostrados em desfile beneficente.

Bolsa da Dilma


A jornalista Anna Ramalho escreveu na sua coluna no Jornal do Brasil o seguinte texto, que está circulando na internet: “A ministra Dilma Rousseff, em foto publicada anteontem n’ O Globo, deve ter se esquecido de esconder a bolsa – tamanha foi a bronca no assessor do Geddel. Trata-se de uma Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, e objeto de consumo das milionárias mundo afora.
Detalhe: a bolsa não custa menos de 4.700 euros – cerca de R$ 14 mil. Portanto… Quem ainda teme a revolucionária dos anos 70 pode ficar tranquilo. Não se usa uma Kelly impunemente.”
Para comprar a bolsinha que ela usa, o trabalhador brasileiro tem que trabalhar dois anos, sem comer, sem morar, investindo tudo na bolsinha da ministra boazinha do PAC, numa farsa de quem quer parecer popular. Mas que na verdade, depois de guerrilheira, o que ela virou foi uma aproveitadora do dinheiro público para uso de luxos 'burgueses'."

Tudo bem, Anna Ramalho: a bolsa Kelly é realmente cara, luxo para poucos. Mas daí a dizer que a ministra Dilma não pode, com o salário que tem, adquirir honestamente um produto como esse, é patrulhamento demais. E escrever que, para isso, está se aproveitando do dinheiro público, chega a ser maldade.
Os tempos mudaram: os revolucionários brasileiros, os guerrilheiros que assaltaram bancos para sustentar a luta armada e combater a ditadura, serviram aos ideais dos anos 70. Já pensou se Gabeira, até hoje, usasse tanguinha de crochê na praia? O embate político atual, bom ou ruim, não quero entrar no mérito, se processa no território das ideias.
De mais a mais, um texto como esse atesta um enorme preconceito contra o mercado de luxo que, como ensina o mestre do assunto, Carlos Ferreirinha, tem seu maior potencial na classe média aspiracional. Até parece que a ministra presidenciável, alvo da mídia como é, estava preocupada em esconder a bolsinha...

sábado, 10 de outubro de 2009

Criança fashion




Nina Bocchese é uma menina linda, filha de Ana Magalhães, mineira que anda pelo Rio de Janeiro fazendo o estilo da Maria Bonita Extra. E é ela que posa para a grife Maria Bonitinha, que completa o ciclo das marcas da empresa carioca Aníbal Dez: Maria Bonita para mulheres mais intelectualizadas; a Extra, para as mais jovens e antenadas; e a última para garotas cheias de bossa, como Nina, através de quem homenageio todas as crianças, na semana dedicada a elas.
A coleção verão 2010 da Maria Bonitinha teve como ponto de partida o filme O Mágico de Oz, vem com estilo contemporâneo permeado por estampas exclusivas, xadrez neon, corações e laços, ícones de Dorothy, a personagem principal. E as cores são as do arco-íris, que remetem ao universo lúdico do clássico do cinema mundial.

terça-feira, 31 de março de 2009

Que plataformas!




Vejam as plataformas propostas por Dolce & Gabanna para o verão 2010. Para deixar qualquer Imelda Marcos nas alturas!
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Sonegação e preconceito

Tenho brigado comigo para passar batido no caso Eliana Tranchesi. Mas não consegui. Se por um lado, vejo o lado marginal da transação, todo o esquema traçado para viabilizar o contrabando, a corrupção gritante, por outro vem a pergunta que não quer calar. Mas como? 94 anos e meio de cadeia? Ainda tem este meio, de quebra, para completar.
Tenho lido jornais, revistas, sites e blogs, entrevistas com as mais expressivas autoridades em termos de direito e percebo a mesma perplexidade. 94 anos e meio, sendo que a pena máxima no Brasil é de 30. O que se esconde por detrás dessa pena gigante? Não significaria ela também um forte preconceito contra a área de moda?
A imagem que sempre tive de Eliana foi a de uma mulher aristocrata sim, pela sua própria estirpe, mas dinâmica, trabalhadeira. Uma mulher que herdou um negócio caseiro e soube levá-lo à frente, com sensibilidade fashion e tino comercial. E continuo achando que seu grande mal foi a e-nor-me visibilidade que ganhou ao se transferir da casa da Vila Nova Conceição para o trilhardário endereço atual.
Sempre tenho a impressão que o brasileiro é avesso ao sucesso do outro. Tamanha visibilidade na inauguração da Vila Daslu gerou polêmica, sentimentos diversos, emoções contraditórias. Quando a TV aberta entra na casa de pessoas que ganham salário mínimo, ou nem isso, e mostra produtos com preços absurdos, é natural que algumas dela se indignem. A desigualdade é gritante. O desnível social abissal.
Porém, essas pessoas se esquecem que tamanho poderio movimenta o setor, a economia, a divulgação do país no exterior. Gera empregos em diversas áreas, atrai turismo, paga impostos que, por sua vez, geram bem-estar social (ou deveriam gerar).
Ôpa! Foi aí que a vaca foi para o brejo. Foi aí que os Tranchesi erraram feio.
Em um momento como esse, os mil empregos gerados pela maison, a creche que ela mantém para os filhos dos seus funcionários e todas as outras benesses caem por chão. Ninguém se lembra disso. Fica somente o ato marginal e palavras como contrabando, sonegação, crime.
Vamos ver como o caso evolui. Espero sinceramente que Eliana Tranchesi pague pelos seus abusos. Mas com justiça e imparcialidade.

domingo, 29 de março de 2009

Moda em Beirute


Calcula-se que o número de semanas de moda no mundo chegue a 800. Não duvido. Hoje em dia, em cada ponto do globo, a cada segundo, há um desfile. Até na Ucrânia, antigo reduto da União Soviética, e na China comunista... Agora, quem faz a sua é Beirute, no Líbano. Repare bem no rico modelito para a primavera-verão 2010 criado pelo estilista Akl Fakin. Capturei na Agência Folha, para ilustrar esta nota.

Minas Trend, de novo!


Gente, já vem aí a quarta edição do Minas Trend Preview, entre 28 de abril e 2 de maio, lançando moda para a primavera-verão 2010 e homenageando o ano da França no Brasil. Serão 170 expositores de roupas, sapatos, bolsas, bijuterias e jóias ocupando 8 mil metros quadrados, o que significa, segundo fontes da promoção, um acréscimo de 30%.
O formato é aquele mesmo: desfiles didáticos, palestras e salão de negócios nas tendas montadas à beira da Lagoa dos Ingleses, em Alphaville. Para participar dessa temporada de pré-lançamentos, cada marca deve levar no mínimo 15 peças.
Até aí, tudo bem. O que tenho percebido, no entanto, é que o setor está muito confuso com esta história de pré-lançamentos. O fabricante corre atrás da matéria-prima que precisa, mas o fornecedor ainda não tem como ofertá-la. Como ele faz uma coleção sem os materiais necessários?
Nesta antecipação violenta, o pobre do lojista também sofre: tem que fazer das tripas coração para vender depressa, antes que seja obrigado a liquidar.
Só para se ter uma ideia, até a semana passada, tinha lojista em Beagá que ainda estava colocando o inverno nas vitrines. Daqui há um mês já vai precisar de comprar o verão. Haja capital de giro, haja fôlego. Mas dizem que está dando certo assim. A gente só fica imaginando a que sacrifício!
Foto acima: marca Artsy, que estreou na MTP de novembro

sábado, 28 de março de 2009

Retomada com Skazi



Resolvi retomar este blog depois de assistir à palestra O novo conceito-Bijoux-Jóias que Eloysa Simão, promotora do Fashion Rio e organizadora da Minas Trend Preview, ministrou na última quarta-feira, na Fiemg.
Além de traçar um panorama do setor e destacar o trabalho de Tom Binns, o designer americano que vem se destacando na criação de acessórios enormes e maravilhosos, a palestrante falou sobre a importância dos blogs na atualidade. Ao contrário de alguns promotores de eventos que se negam a cadastrar blogs para a cobertura dos seus eventos, a palestante frisou que prestigia esses instrumentos como uma alternativa contemporânea e importante de discutir o mundo fashion.
Sem se prender a nenhuma critério oficial ou oficioso, os blogueiros externam livremente suas opiniões a respeito de tudo, na maioria das vezes de uma forma divertida e criativa.
Então, mãos à obra! Primeiramente para destacar a beleza dos catálogos das marcas mineiras, que têm se primado pelo profissionalismo e qualidade. Vejo com muita satisfação como essa área evoluiu. Mesmo quando optam por um caráter essencialmente comercial, as marcas optam por contratar profissionais entendidos do riscado, que vão criar imagens condizentes com os produtos e o perfil dos seus clientes.
Caso por exemplo de Rodrigo Polack, um cara pelo qual tenho profunda admiração, apesar de ter um único contato com ele em uma entrevista para o Estado de Minas. Rodrigo é jovem, antenado, tem um olho mágico para captar o que as marcas têm de melhor e produzir imagens instigantes e encantadoras, que falam do seu talento.
Caso do catálogo para a marca Skazi. Vale a pena ver o que ele fez nesta coleção, cuja palavra chave é a coordenação. As peças são fáceis de coordenar, as golas imponentes e as estampas psicodélicas se juntam ao xadrez. Muito roxo, azul, grafite, verde, marrom e p&b em tafetá, algodão, jérsei e seda pura. O shape é soltinho, com volume.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Carol Trentini na campanha H.Stern
























Carol Trentini, belíssima, em foto belíssima, na campanha fotografada por Paulo Vainer para a H. Stern. A coleção é a Natur, inspirada no Renascimento e, conseqüentemente no culto à Natureza, que serviu de inspiração para o trabalho.
As jóias - brincos, anéis, colares e pulseiras - são inspiradas em alguns do mais belos jardins do mundo - Bobolu, Yu Gardens, Babylon e Mirabell. Linhas orgânicas e irregulares dão corpo às peças, que apresentam uma beleza inexata: ora lembram flores e plantas, ora ganham ares mais abstratos.

Najara Indira.Conhecem?


Se as roupas de festa da Najara Indira forem tão bonitas como as fotos clicadas por Daniela Nogueira, juro que vou querer um modelito. Mais do que isso: quero conhecer de perto, a vivo e a cores. Quem conta a novidade são Renata Alves e Chris Martins, as meninas que estão divulgando a marca que, por sinal, existe há 10 anos e é mineira. No mês que vem, lança simultaneamente a nova coleção de verão, o novo layout da loja no shopping Del Rey, a nova programação visual da marca e o primeiro número da revista Najara Indira. Ah! A grife está também com novo site, o http://www.najaraindira.com.br/. Ufa! Fotos: Daniela Nogueira
Stylist Rodrigo Cezário
Beauty: Agência ID&A

Cimo Mostra Moda

A próxima semana promete movimento. Para começar, será realizada a Cimo Mostra Moda, organizada pela Faculdade Cimo, na qual esta blogueira é coordenadora do curso de Design e Negócios da Moda.
Direcionada para os estudantes da escola, o evento será aberto também ao público. Vai ter palestras, workshops, mesas-redondas, exposições de alunos, oficinas temáticas e shows musicais.
Nomes importantes da cena mineira estarão falando sobre suas experiências: entre eles, Mary Figueiredo Arantes, da Mary Design, que falará sobre o tema com Bijouxcom memória. Fernanda Barcellos, designer de jóias e primeiro lugar no concurso Anglogold Ashanti, aborda o assunto Design como estratégia de sucesso. Tudo isto na segunda-feira, 3 de novembro, quando a Semana começa. Vai até o dia 7.
A programação está no site ww.faculdadecimo.com.br, onde as inscrições podem ser feitas.
Vou dando as notícias.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Bazar e desfile infantil


Aqui em Belô, o Griffe Show prepara a abertura da sua oitava edição, na Serraria Souza Pinto, sob o comando da empresária Letizzia Bafile. De 31 de outubro a 16 de novembro, os fãs do bazar podem se abastecer com produtos de marcas famosas como Cavalera, Colcci, Coven, Faven, Equipage, Carmen Steffens, Vide Bula, Patachou, Terra Blue, entre muitas, muitas outras.
Fui no último - e não gostei. Mercadoria muito “passada” e preços altos para bazar. Espero que este esteja melhor.
***
E sábado, 11 horas, a Aura faz desfile para mostrar as novidades da marca infantil Monne e a linha de jóias Aura by Três Jolie. Com direito a mesa de guloseimas, pula-pula, monitores infantis e distribuição de brindes. Os convidados devem levar um pacote de fralda geriátrica para o Asilo Recanto Feliz são Francisco de Assis. Márcia Prudente, da Ong Pró-Ação, agradece. Na foto, modelito da Monne

Line-up duvidoso

Depois de um breve recesso, em virtude de muito trabalho, estou de volta.
O que está estremecendo o mundinho fashion no momento é a realização da Claro Rio Summer, com patrocínio, é óbvio, da empresa de telefonia Claro.
Como era de se esperar, os promotores da semana de alto-verão carioca investiram pesado na imprensa internacional. Enquanto os bonitões lá de fora vão ter todos os privilégios, junto a alguns selecionados medalhões da press nacional - todos eles com passagens, hospedagem e mordomias pagas pelo evento, os jornalistas dos vários estados brasileiros ficaram de fora. Se quiserem trabalhar que arquem com suas próprias despesas.
A turma do Rio Summer nem se defende: afinal, desde o início ficou bem claro – e não é um trocadilho com o patrocinador – que os desfiles seriam destinados aos estrangeiros.
Mas, gente! Fiquei tão decepcionada com o line-up. Achei fraquésimo...
E, afinal, se a intenção é enfocar a moda beachwear, o que é que a Iódice está fazendo lá? E a Isabela Capeto? E a Raia de Goeye paulistérrima?
Confiram aqui a programação dos desfiles:

Quinta - 06/11
14h - Carlos Miele
16h30 - Blue Man
18h – Salinas
19h30 - Adriana Degreas
22h - 284

Sexta - 07/11
13h30 - Cris Barros
15h - Iódice
16h30 - Rosa Chá
18h - Totem
19h30 - Isabela Capeto

Sábado - 08/11
11h - Jo de Mer
14h - Triya
16h30 - Raia de Goeye
18hCia - Cia Marítima
20h30 – Osklen/Lenny

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Avril Lavigne de Coven




A Coven está com tudo. E ganha, a cada dia que passa, mais espaço no cenário internacional. Agora quem está vestindo os modelitos fabulosos da marca mineira é a pop star Avril Lavigne, que estampa matéria na poderosa publicação americana US Weekly.



quinta-feira, 2 de outubro de 2008

É bom não esquecer


Se existe alguém que respeito na moda brasileira é Paulo Borges (foto ao lado). Acompanhei sua história, de produtor da revista Vogue ao Phytoervas, do Phytoervas ao primeiro Morumbi Fashion Brasil – atual São Paulo Fashion Week – realizado nas marquises do Ibirapuera.
Ele fez – e continua fazendo – um trabalho admirável em benefício deste setor, não só criando um calendário fashion para ele, mas profissionalizando-o.
Paulo nunca se deteve diante das dificuldades: no início, a cada final de um evento, ela já saia, pastinha na mão, para buscar patrocínios para o seguinte. E o melhor de tudo: o que sempre o moveu foi a paixão pela moda. Por isso, e porque tenho uma relação de amor com a SPFW, não gostaria de ver a semana de moda paulista ameaçada por eventos concorrentes, como o Rio Summer, de Nizan Guanaes.
É sempre bom lembrar que quem deu o ponta pé inicial nesta história de moda internacional foi Paulo Borges.
Foi com seu empenho e participação que os jornalistas estrangeiros vieram conhecer o que estava sendo produzido no país.
Foi assim que a moda brasileira começou a ter visibilidade lá fora.
Foi nas passarelas da SPFW que as modelos se profissionalizaram e saíram para conquistar o mundo.
Foi mostrando suas coleções nesse evento que algumas marcas aprenderam o beabá e se animaram a participar das temporadas internacionais.
***
O Rio Summer é promoção do poderoso publicitário Nizan Guanaes, será realizado de 5 a 9 de novembro, no Forte Copacabana, no Rio de Janeiro, e vai lançar as coleções alto-verão 2008-2009 de marcas tupiniquins já confirmadas como Osklen, Cris Barros e Cia Marítima.
Na lista de Robert Forrest, coordenador dessa semana carioca, estão cem jornalistas e compradores estrangeiros, inclusive, dizem, Anna Wintour, editora da Vogue. Eles terão viagem paga pelo evento, ficaram hospedados na filial carioca do Fasano, com direito a show de CaetanoVeloso na noite de abertura e praia particular nas areias de Ipanema..